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Ninguém
sabe dizer ao certo quando o povo do bairro da Imaculada,
na cidade de Taubaté, São Paulo, começou
a criar as minúsculas figuras de barro. Acredita-se
que os franciscanos do Convento de Santa Clara, construído
na região no século XVII, tenham sido os primeiros
a incentivar os moradores na criação de presépios
com a argila macia recolhida do lugar. |
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Desde
a década de 60, o artesanato é fonte de renda
importante para essas famílias. Suas pequenas figuras
ganharam fama no Brasil inteiro e já conquistam espaço
em lojas badaladas da capital. Mas para quem quer conhecê-las,
o melhor mesmo é visitar Taubaté, encontrar
seus autores, ouvir suas histórias. |
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A
explicação religiosa ganha sentido nos temas
perseguidos pelos artistas ainda hoje: presépios
rodeados de muitos bichos da manjedoura caipira, bois, carneiros,
raposas, galinhas-d'angola e pavões, tingidos com
as mais luminosas cores do arco-íris. Sem falar nos
populares santos Antônio e Francisco, que dividem
os fiéis com Nossa Senhora das Flores, inventada
a partir de um antigo hino de igreja: "Virgem Maria,
de grande valor, coroada de estrelas, cercada de flor." |
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