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Bolsas
da associação Cia.
do Lacre já foram vendida para São Paulo e para a Itália.
Brasília - Lacres de alumínio de latinhas de refrigerante
e cerveja são a matéria prima fundamental para o trabalho
de 47 mulheres da cidade de Riacho Fundo, localizada a
20 km de Brasília. Elas descobriram nos lacres uma fórmula
de fazer moda e ganhar dinheiro.
A produção de bolsas feitas de crochê e tecido, entrelaçados
com os lacres, começou há pouco mais de um ano como um
passa tempo. Francisca Rosa, mais conhecida na comunidade
como Chica Rosa, conta que trabalhava com estamparia em
seda e pintura em tecido e comercializava em uma feira
de Brasília. Enquanto não apareciam os fregueses, ela
começava a produzir cintos e tiaras de cabelo feitas com
lacres de latinhas. "As pessoas se aproximavam e ficavam
muito curiosas com essa novidade que eu estava inventando
ali", disse.
A partir daí, surgiu a idéia de montar uma associação
onde a produção de bolsas e cintos feitos de lacre seria
o sustento de mulheres da comunidade que estavam desempregadas.
A maioria delas, mães de família com segundo grau completo,
mas sem colocação no mercado de trabalho. "Foi assim que
nasceu a Associação Cia do Lacre e estamos fazendo o maior
sucesso, graças a Deus", conta Chica Rosa.
Segundo
Chica Rosa, depois que ela participou de um curso de design
no Sebrae, as encomendas começaram a aparecer cada vez
em maior número. "Primeiro foi para São Paulo e, em seguida,
para a Itália", disse. No caso
da Itália, já foram duas remessas de 80 bolsas cada. Para
conseguir os lacres, as artesãs pagam R$ 5,00 o quilo
(o que equivale a 3.552 unidades), comprando da própria
comunidade.
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